Quarta, 14 Março 2018 20:00

MARKETING

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Você está no mercado fazendo suas compras de mês e vai escolher o suco. Em uma prateleira, encontra um artificial de manga, sem muitas informações sobre a procedência do produto na embalagem.

Em contrapartida, há o suco de uma outra marca, cuja embalagem fala de sustentabilidade, produção artesanal, promessa de gomos da própria fruta, produto orgânico etc. O preço? Obviamente muito superior ao do concorrente, porém, mesmo assim, você se sente tentado a levá-lo para casa. Mas, afinal de contas, será mesmo que os dois produtos se diferenciam tanto assim? 
A verdade é que o mero cuidado de dar uma roupagem mais saudável, natural e gourmetizada para um produto faz, com muita facilidade, que suas vendas aumentem. Isso não ocorre somente porque a embalagem agrada aos nossos olhos. A verdade é que a percepção, em nosso cérebro, de um produto muda dependendo da forma como ele é apresentado.
Em 2011, os pesquisadores publicaram um estudo na revista acadêmica “Journal of Consumer Research”, o qual mostrou o impacto, por exemplo, da mudança de nomes em produtos alimentícios. Pessoas que fazem dieta tendem a recusar alimentos que pareçam excessivamente calóricos, mas a pesquisa mostrou que os mesmos produtos têm aceitação diferente só com a mudança de nome.
Em um dos testes, um prato contendo macarrão, carne, queijo e vegetais foi chamado de “macarrão”, e os participantes tiveram uma visão negativa, considerando-o pouco saudável. Outros participantes receberam um prato com a mesma composição, que, dessa vez, foi chamado de “salada”, e os participantes tiveram a impressão de estar consumindo algo nutritivo e saudável.
O mesmo aconteceu com bebidas. Um milk-shake não foi visto com bons olhos pelos participantes, mas, ao ser chamado de smoothie, o mesmo produto deixou-os com uma boa impressão. Ou seja, a forma como o produto foi batizado alterou completamente a percepção dos participantes do estudo. Pense bem: comer um prato calórico, mas com a idéia de que está comendo apenas uma saladinha, traz um alívio para a consciência, não é mesmo?
Com esse mesmo tipo de tática, o marketing consegue convencer as pessoas a comprarem uma comida congelada e cheia de conservantes por um preço muito superior à média de mercado, tudo isso porque investiu em uma embalagem com toques de personalização e por “contar uma história” – o chamado storytelling – que fala sobre uma receita passada de geração em geração ou de produção artesanal, cuidado com os ingredientes, assim por diante.
As premissas do consumo sustentável deixaram o consumidor mais exigente com aquilo que ele leva para a casa. É natural que as pessoas busquem mais informações sobre a procedência daquilo que estão consumindo e que se preocupem em manter uma alimentação mais saudável. No entanto, o marketing da indústria alimentícia também usa isso como arma, e é preciso ter cuidado para não se deixar enganar por uma história bonita e bem contada.
Muitas vezes, estamos apenas pagando mais para consumir aquilo que já consumíamos antes.
A única diferença é que a embalagem tem uma apresentação melhor, e o nome do produto é mais chamativo. Como diz o velho ditado, nem tudo que reluz é ouro... e isso vale para qualquer setor...
Você está no mercado fazendo suas compras de mês e vai escolher o suco. Em uma prateleira, encontra um artificial de manga, sem muitas informações sobre a procedência do produto na embalagem. Em contrapartida, há o suco de uma outra marca, cuja embalagem fala de sustentabilidade, produção artesanal, promessa de gomos da própria fruta, produto orgânico etc. O preço? Obviamente muito superior ao do concorrente, porém, mesmo assim, você se sente tentado a levá-lo para casa. Mas, afinal de contas, será mesmo que os dois produtos se diferenciam tanto assim? LEIA MAIS...
A verdade é que o mero cuidado de dar uma roupagem mais saudável, natural e gourmetizada para um produto faz, com muita facilidade, que suas vendas aumentem. Isso não ocorre somente porque a embalagem agrada aos nossos olhos. A verdade é que a percepção, em nosso cérebro, de um produto muda dependendo da forma como ele é apresentado.
Em 2011, os pesquisadores publicaram um estudo na revista acadêmica “Journal of Consumer Research”, o qual mostrou o impacto, por exemplo, da mudança de nomes em produtos alimentícios. Pessoas que fazem dieta tendem a recusar alimentos que pareçam excessivamente calóricos, mas a pesquisa mostrou que os mesmos produtos têm aceitação diferente só com a mudança de nome.
Em um dos testes, um prato contendo macarrão, carne, queijo e vegetais foi chamado de “macarrão”, e os participantes tiveram uma visão negativa, considerando-o pouco saudável. Outros participantes receberam um prato com a mesma composição, que, dessa vez, foi chamado de “salada”, e os participantes tiveram a impressão de estar consumindo algo nutritivo e saudável.
O mesmo aconteceu com bebidas. Um milk-shake não foi visto com bons olhos pelos participantes, mas, ao ser chamado de smoothie, o mesmo produto deixou-os com uma boa impressão. Ou seja, a forma como o produto foi batizado alterou completamente a percepção dos participantes do estudo. Pense bem: comer um prato calórico, mas com a idéia de que está comendo apenas uma saladinha, traz um alívio para a consciência, não é mesmo?
Com esse mesmo tipo de tática, o marketing consegue convencer as pessoas a comprarem uma comida congelada e cheia de conservantes por um preço muito superior à média de mercado, tudo isso porque investiu em uma embalagem com toques de personalização e por “contar uma história” – o chamado storytelling – que fala sobre uma receita passada de geração em geração ou de produção artesanal, cuidado com os ingredientes, assim por diante.
As premissas do consumo sustentável deixaram o consumidor mais exigente com aquilo que ele leva para a casa. É natural que as pessoas busquem mais informações sobre a procedência daquilo que estão consumindo e que se preocupem em manter uma alimentação mais saudável. No entanto, o marketing da indústria alimentícia também usa isso como arma, e é preciso ter cuidado para não se deixar enganar por uma história bonita e bem contada.
Muitas vezes, estamos apenas pagando mais para consumir aquilo que já consumíamos antes.
A única diferença é que a embalagem tem uma apresentação melhor, e o nome do produto é mais chamativo. Como diz o velho ditado, nem tudo que reluz é ouro... e isso vale para qualquer setor...

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