Quarta, 29 Novembro 2017 18:28

NOVAS ECONOMIAS: O INTANGÍVEL COMO MATÉRIA-PRIMA

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Associado a tecnologias inovadoras, o compartilhamento de ideias e de espaços permite que empresas ampliem suas redes de negócios e incorporem habilidades e competências.

É hora de atualizar conceitos básicos dos manuais de empreendedorismo. Em tempos de desmonte das cadeias produtivas tradicionais, os novos modelos de negócios não incitam mais a competição entre empresas ou pessoas – e sim a colaboração mútua como vetor de crescimento. Trata-se de unir forças para avançar juntos. Essa dinâmica, baseada em processos de networking, tem contribuído para reconfigurar as formas de produção e impacta diretamente nas relações de consumo.
O compartilhamento de idéias, projetos e locais de trabalho está longe de ser algo inédito. Mas, associado a novas tecnologias, permite que empresas ampliem suas redes de negócios e incorporem habilidades e competências. Em todo o mundo, a economia compartilhada deverá movimentar cerca de 335 bilhões de dólares em 2025, segundo projeções da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Esse valor representa 20 vezes o total apurado em 2014. O espírito colaborativo serve cada vez mais de referência para novos empreendimentos que se desenvolvem a partir da soma de inteligências.
Esse movimento é pesquisado pela futurista Lala Deheinzelin, pioneira em economia criativa e colaborativa como estratégia de desenvolvimento.
Segundo ela, o momento atual não é de crise, e sim de transição de modelos. Uma transição nas formas de empreender, de gerir e – é claro – de viver. Fundadora do movimento Crie Futuros, Lala procura identificar, de forma colaborativa, os cenários desejáveis para empresas.
- Nossos problemas são de ordem exponencial, mas nossa capacidade de resolvê-los é linear e lenta. Portanto, a chave para a sustentabilidade é trazer para o cotidiano o que é exponencial – explica ela, que atua como consultora do sistema S (conjunto de instituições de interesse de categorias profissionais, como Sebrae, SENAI, SENAC e Senat, por exemplo) e também de empresas de ponta em matéria de inovação.
Mas como fazer isso? Segundo a futurista, a resposta vem das novas economias. São modelos que usam o intangível como matéria-prima, ou seja, valores que não estão no mundo material (Economia Criativa); que usam a tecnologia para otimizar infraestrutura disponível (Economia Compartilhada); que recorrem a modelos de gestão distribuída (Economia Colaborativa); e através de recursos culturais, ambientais e sociais (Economia Multivalor). Essa combinação tem o nome de Fluxonomia 4D.
- A nova economia é baseada no intangível, na criatividade, no conhecimento e na cultura. São valores que não se esgotam. De nada adianta ter recursos ambientais ou financeiros se não houver conhecimento e pessoas para trabalhar com eles. Para sair dessa situação paradoxal de escassez, diante de tantos recursos abundantes, é preciso dar visibilidade e atribuir valor a recursos e resultados nas quatro dimensões da sustentabilidade – afirma.
Para Lala, somente esse sistema permite fazer a transição de uma economia de consumo (modelo de competição e escassez) para uma economia do cuidar (modelo de colaboração e abundância).

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