Quinta, 08 Fevereiro 2018 09:53

PRODUTOS MAIS CAROS VOLTAM AO CARRINHO DE COMPRAS

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Quedas da inflação e do desemprego trazem alívio ao bolso do brasileiro.
Retornam à lista itens que haviam saído com a inflação, como cookies, azeite e sabão líquido.

Sabão líquido para lavar roupas, creme para cabelos, cookies e azeite começam a voltar ao carrinho de compras do brasileiro. Produtos de marca própria dão lugar a itens líderes de mercado. Esse movimento é resultado de um alívio no bolso do consumidor, proporcionado por juros e inflação menores e por uma retomada gradual do emprego e da renda. Para atrair um consumidor mais racional após a crise, o varejo aposta em promoções e em maior diversidade. Especialistas ressaltam que o consumo dará impulso ao crescimento da economia este ano, estimado em 3%. Boa parte desse movimento, de acordo com pesquisa da Nielsen, virá da classe C. Essa retomada do consumo, contudo, será bem diferente do boom dos anos pré-crise. A fartura, comum a quem ascendeu rapidamente no mercado de consumo, dá lugar à racionalidade, principalment4e porque a classe média foi a fatia da população mais afetada nos anos de recessão.
- Esse aumento do consumo está indo para a melhora dos gastos básicos. São trocas de marcas, produtos que a pessoa tinha deixado de consumir ou compras que foram adiadas. Há uma maior consciência – avalia Mariana Morais, especialista em consumo da consultoria Nielsen.
O consumo deve aumentar em R$ 124 bilhões em 2018, incremento de 5% sobre pouco mais de R$ 2,5 trilhões usados em compras anualmente, segundo cálculos do Santander. Entram nessa conta gastos com bens de consumo não duráveis, como alimentos e roupas, e duráveis, como eletrodomésticos e veículos, além de uma longa lista de serviços. O valor adicional previsto para este ano, avalia o banco, virá em duas fatias. Uma é pelo aumento da massa salarial, proporcionado pela volta do emprego, com previsão de injeção de R$ 87 bilhões. Outros R$ 37 bilhões seriam liberados pelo menor endividamento das famílias, que gastam menos com prestações de dívidas em consequência à queda da taxa de juros.
A reconquista do consumidor está na mira dos grandes fabricantes de bens de consumo. Marcos Bauer Lima, gerente da P&G, que reúne marcas como Ariel, Oral-B e Pampers, calcula que seja possível incrementar em R$ 27 bilhões os gastos dos brasileiros com itens de higiene e beleza.
Como exemplo de oportunidade, ele cita o segmento de tratamento para o cabelo. Sem ter saído totalmente da crise, o consumidor quer se cuidar, mas ainda não pode ir ao salão, então busca alternativa de tratamento para fazer em casa.
Não à toa, o atacarejo deverá continuar como um canal importante de vendas, destaca Christine Pereira, diretora comercial da Kantar Wordpanel. É que o consumidor está atento ao que permite levar mais por menos. Embalagens maiores ou promoções do tipo “leve três, pague dois” também motivam as compras.
- O atacarejo seguirá como o canal preferido para as compras de abastecimento, mas o consumidor já começa a olhar os supermercados de vizinhança para compra de recomposição – explicou ela.

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