Quarta, 29 Novembro 2017 18:27

VENDA VIA CELULAR DISPARA E LOJA FÍSICA SENTE MENOR IMPACTO DA BLACK FRIDAY

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A edição deste ano da Black Friday serviu para consolidar a venda virtual como protagonista para negócios.

Na última sexta-feira, o avanço no ambiente digital foi de 10,3% - com destaque para o comércio via smartphone, que saltou 41% ante edição de 2016. Na outra ponta, as lojas físicas sentiram menos o impacto da data, com avanço de 4,9%.
"O Brasil caminha para consolidar as principais características do evento em solo nacional, que ainda é recente no calendário do varejo. Acredito que esse movimento de comparador de preços virtuais deu ao consumidor mais segurança para tomar a decisão de compra, e esse movimento deve continuar nos próximos anos", afirmou a professora de macro economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carolina Ambrósio.
De acordo com dados da Ebit, que mensura o varejo virtual, a Black Friday deste ano movimentou R$ 2,1 bilhões, alta de 10,3% na comparação com a edição de 2016, quando foram transacionados R$ 1,9 bilhão. "O número de pedidos cresceu 14%, de 3,30 milhões para 3,76 milhões, enquanto o tíquete médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, na comparação entre os períodos", diz o CEO da Ebit, Pedro Guasti.
Segundo o executivo, a consultoria já esperava queda do tíquete médio da edição deste ano. "Para atrair o consumidor, os varejistas fizeram ações promocionais mais agressivas nas categorias de maior valor agregado, que são as mais consumidas no e-commerce", afirmou.
Para Guasti, o grande destaque foi o expressivo crescimento no volume de pedidos, que foi quase o dobro do estimado pela Ebit. "Ao contrário das duas últimas edições, que foram pautadas pelo crescimento no tíquete médio, neste ano o grande vetor da expansão foi no número de pedidos. Lojistas de todos os segmentos ofereceram produtos com descontos reais e isso atraiu o consumidor", afirmou.
A força do celular
Dentro da operação on-line, o maior avanço em vendas, pedidos e marketshare se deu entre as compras realizadas pelo smartphone. "O share de pedidos feitos via celular aumentou 81,8% na comparação com o ano passado. Quase 30% dos pedidos já são realizados por meio de dispositivos móveis", afirmou Guasti, lembrando que, em quatro anos, o m-commerce sextuplicou. "Em 2013, as compras por celular representavam apenas 4,4% do total. Com a expansão do mercado de smartphones e do acesso via 3G e 4G no Brasil, esse é um mercado em franca ascensão, com potencial de crescimento bem acima da média do mercado", afirmou.
De acordo com ele, o m-commerce somou 26,5% em volume financeiro das compras on-line, alta de 41,5% ante 2016. "O valor médio das compras através de dispositivos móveis foi de R$ 515, reflexo da maior participação de categorias de menor tíquete."
Os dados apresentados pela Ebit referem-se ao faturamento dos dias 23 e 24 de novembro mas, a partir do próximo ano, irá contar também com as vendas na véspera da Black Friday dia 23 de novembro. "A quinta-feira já é parte da Black Friday e deve ser somada ao resultado do evento", comenta André Dias, COO da Ebit.
Lojas físicas
Enquanto o varejo virtual reportou um aumento de dois dígitos nas vendas deste ano, entre as lojas de rua e de shoppings o impacto foi um pouco menor. Entre os dias 24 e 26 de novembro esses lojistas sentiram alta de 4,9% nos negócios firmados, ante ao crescimento de 11% verificado no mesmo período de 2016, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio - Black Friday 2017. Durante a semana da data, de 20 a 26 de novembro (Black Week), as vendas caíram 0,8% sobre um ano antes. "Os dados revelaram que a Black Friday é um fenômeno de curtíssimo prazo pois, apesar de várias lojas terem anunciado ofertas desde o início da semana, as vendas somente cresceram na sexta-feira", disseram os economistas da Serasa, por meio de comunicado.
Reclamações
Segundo levantamento do Reclame Aqui, até a meia-noite de sexta-feira, foram feitas mais de 3.503 reclamações, aumento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O principal motivo é a propaganda enganosa, que atinge 13,5% das queixas. Divergência de valores e problemas para finalizar a compra foram reportadas ao lado de reclamações por dificuldades de finalizar compra (9,6%) e divergência de valores (8,8%).
"O consumidor está mais preparado e aprendeu a detectar se as ofertas são verdadeiras ou não", comentou o diretor de marketing do Reclame Aqui, Felipe Paniago, ressaltando que o brasileiro esperava volumes maiores de descontos. "Descontos de 50% não aconteceram muito e era o que o consumidor estava esperando. Produtos com 20% são considerados com boa oferta."
Em 2016, o Reclame Aqui apurou 2,9 mil reclamações no evento, sendo 22% das queixas sobre propaganda enganosa. Um ano antes, foram 4,4 mil queixas sendo a propaganda enganosa o principal motivo de reclamação (36,2%).
O número de reclamações reportadas ao órgão oficial de defesa do consumidor, o Procon, é menor que do Reclame Aqui. De acordo com balanço divulgado pelo Procon- SP, até as 11h de sexta-feira foram 160 reclamações.

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