Famílias demonstram cautela no consumo

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou retração neste mês, atingindo 87,6 pontos. O resultado representa uma queda de 3,1 pontos em relação ao mês anterior. Apesar de estar próxima do patamar de 100 pontos, a confiança das famílias permanece no nível de insatisfação, já que um índice abaixo de 100 pontos reflete uma percepção de insatisfação dos consumidores. A pesquisa foi analisada pelo núcleo de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG e aplicada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). O estudo também aponta dificuldades no acesso ao crédito, com 40,9% dos consumidores acreditando que está mais difícil conseguir empréstimo ou crédito para compras a prazo, em comparação ao ano passado. O índice geral ficou em 88,5 pontos. Além disso, a perspectiva de consumo futuro se manteve otimista, com o índice geral em 115,9 pontos, um crescimento de 0,7 ponto em relação a agosto de 2025 e 11,4 pontos acima do observado no mesmo período de 2024. Cerca de 42,3% dos entrevistados avaliam que, nos próximos meses, irão consumir mais do que no segundo semestre de 2024.

Análise dos subíndices

 A queda no índice geral foi impulsionada, principalmente, pela redução na avaliação do Nível de Consumo Atual, que apresentou a maior queda, recuando 7,7 pontos e ficando em 68,7 pontos, e Momento para Duráveis, que caiu 48,8 pontos. Outros subíndices, como Emprego Atual e Renda Atual, sofreram leves quedas, mas mantiveram-se em patamares próximos à satisfação (100 pontos). O Índice de Emprego Atual ficou em 99,6 pontos, com 29% das famílias sentindo mais segurança no emprego em relação ao ano anterior, enquanto o Índice de Renda Atual registrou 98,7 pontos, com 27,2% dos entrevistados apontando que a renda familiar está melhor em comparação ao mesmo intervalo de 2024.

Fonte: Giro News
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