Apenas 23,1% dos executivos de alta gestão no Brasil se consideram saudáveis. Entre as mulheres em posições de liderança, 66,7% já apresentam sintomas de burnout — números do Movimento Mulher 360 que escancaram um problema que a liderança brasileira vinha empurrando para debaixo do tapete.
O Centro de Referência Einstein em Saúde Mental reforça o diagnóstico: metade dos executivos reconhece que o próprio ambiente corporativo ameaça sua saúde psicológica, mas só 39% se sentem amparados pela empresa diante do estresse.
O preço disso já aparece na planilha — levantamento da Suridata com mais de 45 mil atestados médicos mostra afastamentos por saúde mental cinco vezes maiores em 2025, com licenças que duram o dobro das demais doenças e custo médico até 538% mais alto para quadros psiquiátricos.
A partir de maio de 2026, isso deixa de ser só uma questão de cultura organizacional. A atualização da NR-1 passa a fiscalizar empresas que não conseguirem comprovar gestão ativa de risco psicossocial — e tratar a norma como formulário, sem redesenhar carga de trabalho e rotina de liderança, não vai bastar.