Em julho, as exportações brasileiras de carne bovina bateram um recorde, chegando a 313.682 toneladas, comparando-se ao mesmo período de 2024, com alta de 17,2%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Financeiramente, as exportações geraram US$ 1,67 bilhão. O país que mais recebeu a carne brasileira foi a China, com 160,6 mil toneladas (51,2% do total), totalizando US$ 881,9 milhões, alta de 16,7% em relação a julho do ano passado.
Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 18,2 mil toneladas (US$ 119,9 milhões), seguidos pelo México (15,6 mil toneladas; US$ 88,3 milhões), Rússia (13,8 mil toneladas; US$ 61,5 milhões) e União Europeia (11,8 mil toneladas; US$ 99,4 milhões).
A maioria das exportações foram de carne bovina in natura, com 276,9 mil toneladas (88,27% do total), registrando um crescimento 16,7% em comparação com julho de 2024. A exportação de miúdos correspondeu a 6,23% do total e a venda de produtos industrializados foi responsável por 3,27%, ambas com aumento significativo em relação ao mês anterior.
Durante todo o ano de 2025, o Brasil exportou 1,78 milhão de toneladas de carne bovina, gerando US$ 8,9 bilhões em receitas. Em comparação ao mesmo período de 2024, são altas de 14,1% e 30,2% em volume e valor, respectivamente.
A China lidera as exportações anuais, com 801,8 mil toneladas (44,9% do total) e US$ 4,10 bilhões. Os Estados Unidos estão em segundo lugar, com 199,7 mil toneladas (US$ 1,16 bilhão), seguidos pelo Chile (69,3 mil toneladas; US$ 373,3 milhões), México (67,7 mil toneladas; US$ 364,6 milhões) e Rússia (60 mil toneladas; US$ 252,6 milhões). Dentre os mercados emergentes com maior crescimento acumulado em 2025, destacam-se o México (+217,6%), União Europeia (+109,7%) e Canadá (+101,1%). Além disso, países como Angola (+49,3%), Geórgia (+10,8%) e Arábia Saudita (+26,9%) também registraram aumentos expressivos.