Shopper brasileiro inclui 10% mais marcas em suas compras

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O estudo “Consumer Insights – O Shopper no controle: Como suas decisões reorientam o varejo e a indústria”, da Worldpanel by Numerator, aponta um consumidor mais estratégico, cauteloso e disposto a diversificar escolhas — inclusive nas categorias tradicionalmente dominadas por grandes players. De acordo com o levantamento, a fragmentação das compras se intensificou ao longo de 2025, elevando o número médio de marcas presentes na cesta do shopper. Em comparação com 2023, o shopper brasileiro passou a incluir, em média, 10% mais marcas na sua cesta de consumo massivo. O movimento indica maior experimentação e menor concentração das compras em poucos fabricantes. O movimento é ainda mais expressivo na Classe C, onde a média de marcas cresceu 11,6% no período, acompanhada de aumento de 25,2% na frequência de compra e queda de 22,9% no volume por viagem.

Lealdade em queda nas principais cestas

  A consequência direta dessa fragmentação é a redução da lealdade às marcas em praticamente todas as categorias analisadas. As maiores quedas foram registradas em Mercearia Doce (-5,4%), Mercearia Salgada (-7,4%), Perecíveis (-8,9%), Bebidas (-28,0%) e Beleza (-11,0%). Marcas de bazar, pets e OTC (medicamentos sem prescrição) também registram perda intensa de fidelidade. O fenômeno não significa abandono total das marcas tradicionais, mas sim um novo padrão de exigência. O shopper mantém espaço para o premium, porém distribui suas escolhas entre mais fabricantes, exigindo clareza de benefício e proposta de valor tangível antes de decidir.

Consumidor mais cauteloso e no controle

  Mesmo com inflação sob controle, o consumo apresentou desaceleração em 2025. Dentro do lar, o crescimento foi de 0,2% em unidades; e fora do lar, 3,5% na comparação anual. Nas regiões metropolitanas, o consumo fora de casa registrou queda de 15% no longo prazo. O estudo também aponta repriorização de gastos em todas as classes sociais, com maior intensidade nas classes D/E no curto prazo. Além disso, o e-commerce encerrou 2025 com penetração histórica de 47 pontos percentuais, enquanto aplicativos de delivery registraram aumento de 17% no número de usuários. Em contrapartida, o canal atacarejo fechou o ano com queda de 4% em volume — a primeira inversão de tendência desde 2021.

(Giro News)